Começo já por avisar que este é um post um bocado mais sério (a.k.a aborrecido) dado o assunto aqui falado. Para quem não me segue no facebook ou instagram informo que rumei em direcção ao norte da Europa, mais precisamente Uppsala na Suécia, para realizar um sonho que tenho desde pequena. Já me encontro por terras suecas desde terça-feira mas só agora tive oportunidade de falar sobre o assunto. Sempre quis saber qual seria a sensação de viver num país estrangeiro e ter aquele choque cultural de estar num local completamente diferente e que desconheço na totalidade. Tenho de admitir que a escolha do sítio foi principalmente baseada nos custos, uma vez que viver na maioria das grandes cidades europeias implica gastar muito mais dinheiro do que em Portugal. Na Suécia, apesar dos custos de vida serem muito elevados, a educação é gratuita o que equilibra um bocado as coisas. Para além disto, a Universidade de Uppsala oferece um programa de Mestrado bastante bom na área vegetal e visto que a minha licenciatura só por si é absolutamente inútil, foi juntar o útil ao agradável. Reza a lenda que o biólogo acaba desempregado e eu quero ser a excepção. Deixem-me ser feliz a tentar, tá?
Ora bem, desde que cheguei tenho andando por aí (com a companhia da minha mãe, que por acaso foi hoje embora *lágrimas*) a conhecer os cantos da cidade, a capital e em algumas actividades proporcionadas pela faculdade com o objectivo dos alunos se conhecerem e conhecerem também a própria universidade. Escusado será dizer que a minha mãe não foi comigo a estas coisas da faculdade porque seria só triste e demasiado estranho. A cidade é super linda e acolhedora! Adoro a diferença que existe entre o centro e as zonas onde as pessoas vivem. O centro é muito dinâmico, cheio de movimento (claro que não é comparável com a capital!), enquanto a zona habitacional é super calma e parece que estamos no campo. Relativamente à meteorologia confesso que já estou assustada porque estamos em pleno Verão e eu já ando de casaco quente de Inverno. A diferença para mim foi tão drástica que neste momento estou doente. Acho que se agora já é assim, quando o verdadeiro frio chegar vou só virar o maior chouriço da Suécia. Sobre os suecos, para já só posso dizer que gostam de ir à varanda depois das 22h libertar a frustração com um grito (no bairro onde moro pelo menos), que o sexo masculino é bastante atraente (alguns bastante parolinhos) e que são super informais. Uma amostra da informalidade (para além do famoso Fika) é que noutro dia tive um encontro com alunos do meu curso, com a directora do programa e com outras pessoas da administração; quando entramos na sala há na mesa um tabuleiro com tangerinas e uvas que eu achava que seriam meramente decorativas, até a directora do curso pegar numa tangerina enquanto fala, descascar e começar a comer. Em seguida passou o tabuleiro para a pessoa ao lado e assim sucessivamente. Isto a acontecer à minha frente e eu só pensava "O que se está mesmo a passar aqui?! Serei a única a achar isto estranho?!". Basicamente só conseguia imaginar se fosse a Prof. Arlete ou a directora do curso de biologia na FCUP a fazer isto (Fcupianos vão perceber a piada da situação)! Mais tarde em conversações com os meus colegas percebi que não era a única. Até agora não tenho nada negativo a apontar a esta terra, a não ser os preços exorbitantes. Acrescento também que ando numa relação amor-ódio com duas coisas. A primeira é o facto de quase ninguém usar cortinas ou persianas, pois o meu lado cusco agradece, adoro ser creepy e observar o que os meus vizinhos fazem durante a noite e como são as casas deles por dentro, mas o meu lado sonolento repudia porque acordo as seis da matina com a luz nos olhos. A segunda é o facto do ICA (Continente aqui da área) vender bolos demasiado bons que eu não consigo deixar de comer, o que é bom para o sistema límbico mas mau para a carteira e forma física.
Futuramente tenciono deixar aqui mais coisas sobre a minha relação temporária com a Suécia e falar um pouco sobre aquelas coisas ridículas que estudantes internacionais fazem, tais como comprar o produto errado no supermercado, destruir a roupa porque nunca meteram uma máquina a lavar na vida (guilty!) e lamentar sobre as saudades de casa. Até lá, beijos fofos para todos (excepto se és uma pessoa que não curto e sabes disso, mas ainda assim vieste aqui meter o bedelho eheheh). ❤
Ps. Deixo aqui umas fotos bonitinhas sobre a minha nova terra!
Uma das coisas que adoro é o facto de haver verde por todo o lado!
O centro da cidade é todo com este tipo de edifícios!






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